segunda-feira, 21 de março de 2011

Vale Torto

O Vale Torto situa-se em cima de um pequeno planalto na encosta da impressionante Peneda de Góis, na Serra da Lousã. Procurando elementos para fazer este apontamento, pouco ou nada nos aparece, a não ser que pertence à Freguesia e Concelho de Góis e que faz parte das Aldeias de Xisto da serra da Lousã, no entanto casas de xisto pouco restam.
Mas porque razão estamos a falar deste pequeno povoado perdido no meio da serra e que para lá ir é preciso arranjarmos alguma coragem e sobretudo não olhar muito para o lado enquanto fazemos o percurso desde a estrada N2 (que liga Góis a Pampilhosa da Serra e Guarda) até ao Vale Torto?
Porque desde que vivo com a Ana tanto tenho ouvido falar em vale Torto, onde a Ana tem as suas raízes e onde viveu "os momentos mais belos da sua vida"...
Vou procurar descrever um pouco o que é o Vale Torto que eu visitei, levando a Ana de regresso à terra dos seus antepassados, e num gesto que a surpreendeu, porque "desde há 20 anos" que nada sabia da terra do seu pai e da sua tia/madrinha e pessoa que a criou e onde viveu momentos de grande alegria e carinho por parte da sua avó Idalina do Vale Torto como era conhecida, e com o seu irmão Júlio, falecido já há bastantes anos, bem como com sua prima (irmã, como a Ana a ela se refere) Cecília, também já falecida.
Aqui a emoção da Ana Extravasou ao ver a placa que indicava a "sua" terra, pois da última vez que a tinha visitado, 20 anos atrás nada disso existia

A "estrada" que nos leva a Vale Torto

À "entrada" de Vale Torto

O Centro de Vale Torto, apenas duas ruas com pouco mais de 100 metros
Placa na Casa de Convívio de Vale Torto, onde se reunem os membros da Comissão de Melhoramentos formada principalmente por pessoas que ali nasceram ou têm as suas raízes e que residem noutros locais do nosso país ou no estrangeiro e que "normalmente" ali regressam por alturas das festividades como a Páscoa, o Natal ou no período anual de férias.

As cabras são os "habitantes" mais frequentes da terra

A antiga casa da avó da Ana e onde esta viveu a sua infância, com seu irmão e prima

A Ana frente à "sua" casa

De novo a Ana, mas mostrando-me as "suas aventuras" de quando ali viveu

Esta é a passagem que une as duas ruas


Uma das casas de xisto, que no tempo da infância da Ana eram o habitual na habitação da aldeia e a velha ponte que a Ana tantas vezes passou

Falando com a D. Clarisse, que conjuntamente com seu marido e sua filha, e os dois cães, são os habitantes permanentes de Vale Torto

Como se pode ver pela fotografia a viatura praticamente ocupa toda a "estrada". do lado esquerdo da fotografia segue-se um precipicio "assustador" para quem não conhece o local

O pequeno riacho que fica entre Vale Torto e Cerdeira do outro lado do vale

A pequena ponte que unia as duas margens no tempo da infância da Ana e que esta com o seu irmão e prima muitas vezes calcorreavam para ir à venda comprar os produtos alimentares


1 comentário:

Ana Ribeiro disse...

amei demais esta viagem.... este regresso às origens.... o reviver de tantas lembranças/emoções....
que saudade...... já te disse e volto a repetir: obrigada!!!!
beijo....